sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O começo

Sentadas em um mesa redonda, quatro pessoas conversavam.
O primeiro era um Homem, cabelos curtos e arrepiados, loiros, olhos castanhos claros, emanava energia ou calor, um pouco iperativo, carinhoso e piedoso com as outras pessoas.
O segundo homem tinha cabelo ruivos curtos e ondulados, puxados para o preto, olhos castanho escuro, não emitia calor, mas seu temperamento era variável.
A primeira mulher tinha cabelos compridos lisos e pretos, olhos azul cristal, não emitia calor, pelo contrário, fica perto dela era sentir frio, totalemente impiedosa parecia até, sem sentimentos.
E por último, a outra mulher, com cabelos compridos cacheados, castanhos puxados para o loiro, olhos verdes, cheia de vida, emitia um calor diferente, mas também era capaz de fazer o frio.
- Acho digníssimo que possamos usar nossos poderes, afinal entre nos mesmos nunca consiguiremos. Um cancela o outro. - Disse o segundo homem.
- Também acho legal. Por que não criamos uma raça e submetemos eles a nossos poderes? Se não der certo, desistimos. - Disse a mulher dos cabelos pretos escorridos.
- Então mãos a obra, o tempo corre, voa. - Disse o loiro.
Depois de algumas horas a raça e os locais de utilização estavam prontos, eles só precisavam decidir a ordem de quando cada um usará.
- Como um cancela o outro podemos por alternado. - Disse o homem loiro.
- Muito bom Verão, acho que agora estamos tendo progresso. - Disse a mulher dos cabelos negros.
- Então virei antes de você, pois não quero minhas flores mortas por ninguém. Está bem, querida Inverno? - Disse a mulher dos cabelos cacheados
- Pode ser, Primavera. Obviamente virei antes de você e antes de mim...
- Será eu - Disse o Outono interrompendo sua irmã.
Depois de muita falação ficou assim:
Primeiro o Verão, com seus raios de sol trazendo a energia do calor para os seres vivos. Depois, o outono com suas manhãs aconchegantes e suas noite frias, conhecido como imparcial, gostava de todos, menos de sua irmã Primavera. Em seguida, vem a Inverno, com sua impiedade e seus dias brancos destruidores. Por fim, a Primavera, com suas flores vivas seu humor bom e contagiante, com suas colheitas abundantes, para, no fim, repetirem tudo novamente.
Durante anos eles conviveram com os homens pacificamente, até que estes últimos foram deturpando tudo e se mostrando criaturas inconvenientes. Foi então que os quatro irmãos decidiram castigá-los para ver se o ser inferior aprenderia, mas os anos passaram, passaram e por fim, aprenderam a conviver com a natureza e não afrontá-la, alcançando a autonomia e o controle. Mas de toda forma, toda vez que um homem confronta a natureza, ela revida com muito mais força, para mostrar e educar a maneira correta de se portar.

2 comentários:

  1. Sinceramente, esse seu conto está muito perfeito. Gostei de mais! Posso publicar no meu blog com créditos a você?

    http://umaleituraqualquer.blogspot.com.br/

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  2. Muito obrigado! Claro que pode, contanto que esteja devida creditado, rs.

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