quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Viagem ao negro 3

   Ele finalmente tinha conseguido o cartão verde - objeto adquirido pós bateria de treinos espaciais - e de todas as experiências vividas, essa seria sem dúvida a mais excêntrica que ele iria passar. Marlon e sua esposa fizeram juras de amor e se despediram, afinal de contas, não sabiam se iam se ver novamente. Ele fechou o macacão de astronauta e caminhou até a escada e adentrou na espaçonave. Uma salma de palmas rompeu depois de iniciada pela sua amada esposa que estava em prantos, mas com um sorriso nos lábios.
   A primeira camada foi transpassada. A segunda. A terceira. A quarta. A última.
   De repente toda a pressão sobre humana que era feita no corpo dele parou de ser feita e o corpo dele pareceu mais leve e o cinto de segurança o deu suporte. Era magnifico, negro, mas ao mesmo tempo assustador e intrigante, aquele infinito.
  Marlon agora estava sozinho no espaço. Nunca em toda vida dele ele pensou que aquilo aconteceria, mas o mais interessante, realizou um sonho que toda criança em algum momento deseja - mesmo que esse não fosse o dele.
  Dali ele olhou em volta. Procurou no painel o botão que ativava o nitro da nave. Todavia, antes que ele pudesse apertar, percebeu movimento espiralando em um ponto. Diminuiu a velocidade até quase parar e observou que até a luz convergia naquele ponto. Viu então formar-se um buraco negro.
  Pensou em mudar a direção da nave, porém lembrou da voz de sua mãe lhe dando o conselho no sonho. Mirou a nave e acelerou ao máximo na direção do buraco negro. Adentrou nele e percorreu por uns micro estantes um corredor preto, até que decidiu acelerar a nave para frente com algum intuito de ir a algum lugar. Por fim conseguiu sair, saiu em um outro espaço sideral, talvez outra galaxia, talvez outra dimensão. Olhou no painel e viu que restava pouco combustível.
   Pelo sondar da nave avistou algo que parecia com um satélite e foi na direção dele. Depois de alguns minutos, quando quase não restava mais combustível na máquina, terminou de por a roupa e saiu com sua mochila a jato para o satélite fazer contato com algum lugar, seja lá qual fosse ele.
  - Mayday, mayday! - ele dizia para alguém ouvir - SOS!
  - Captamos o seu sinal. Quem fala? - uma voz emergencial soava em resposta.
  - Aqui é Marlon Silva. Estou preso em um satélite que sondava essa área.
  - Seja lá quem é você rastrearemos e mandaremos um comando para você. Assim que esse comando for emitido entre na cápsula e o direcione a para as coordenadas que enviaremos.
   Ele esperou um total de 5 minutos que na sua cabeça pareciam uma eternidade de adrenalina e nervosismo. Por fim uma luz amarela com uma numeração acendeu próxima ao gancho do compartimento interno que Marlon se encontrava. Ele repetiu algumas vezes a numeração e entrou na nave.
   Para sua sorte a língua era a universal usada em para assuntos extra terrenos. Digitou as coordenadas e a cápsula se desprendeu para viajar ao seu destino. Ele por fim respirou aliviado com a adrenalina acabando.
   - Meu Deus! - exclamou sem conseguir conter a surpresa ao ver que todos os desertos que a terra tinha, tinham sido cobertos por manchas verdes gigantescas que ao ver dele eram florestas, e, para sua surpresa ainda maior não viu lixo espacial algum, sentia que aquela não era a terra. Mas um oposto mais vivo.

2 comentários:

  1. Esse seu conto está se tornando uma bela história para se acompanhar. A mistura da realidade pacata com viagens espaciais é fenomenal. Continue assim, está no caminho certo!

    Abraços.

    http://umaleituraqualquer.blogspot.com.br/

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    1. Obrigado! Continuarei a escreve-lo, já tenho a história toda na minha cabeça, semanalmente sairão novas partes. Fique ligado!
      Abraços.

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